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Chevrolet Cobalt evolui com o antigo motor 1.8 e com o novo câmbio de 6 marchas. Mas vale a compra?

Chevrolet+Cobalt+1.8+LT+LTZ+automatico+Ecotec+Econoflex+dianteira

Quando o Chevrolet Cobalt chegou às concessionárias da marca de todo Brasil, o modelo foi elogiado pelo bom espaço interno, porta-malas generoso, acabamento honesto e três anos de garantia. Por outro lado, recebeu críticas pelo comportamento do motor 1.4, que deixa a desejar em desempenho (mais) e consumo (menos), pelo preço e até pelo visual, que considerei “pesado e cansado”, mas que confesso que melhorou muito depois da chegada do feioso Spin.

Agora a Chevrolet praticamente corrige um dos maiores defeitos do carro, mas ampliando outro. O Cobalt 1.8 começou a ser vendido (melhorando o desempenho) em duas versões de acabamento, LT e LTZ, com preços iniciais variando entre R$ 43.690 e R$ 46.990 (ficou ainda mais caro!). O esperado e bem-vindo câmbio automático de seis marchas também está disponível.

O motor 1.8 8V Econo.Flex, batizado anteriormente e no momento (03/09/2012) no site da Chevrolet de Flexpower), parece ter sido desenvolvido especialmente para o Cobalt. Os números de potência são tímidos para cilindrada e bastante próximos ao do 1.4, mas os 106/108 cv do 1.8 são entregues a 5.400 rpm, enquanto os 97/102 cv chegam a 6.200 rpm no 1.4. Mas a principal diferença está no torque: 16,4/17,1 mkgf contra 12,8/13 mkgf.

“Velho novo” motor 1.8 8V Flexpower/Econo.Flex está de volta

O Cobalt 1.8 tem muito mais disposição para rodar, até mesmo com o ar-condicionado ligado e o carro carregado. Tudo bem que o desempenho poderia ser bem melhor, mas, levando em consideração a idade do motor e o desempenho do Cobalt 1.4, o sedã da Chevrolet ficou bem melhor com a “nova” motorização.

A versão automática tem rodar muito agradável, com trocas eficientes. Mas, infelizmente, o antigo motor 1.8 Econ.Flex não tem entrosamento com o moderno câmbio de seis marchas, o que compromete o desempenho e o consumo. Mas, ainda assim, o conjunto é melhor do que os dos concorrentes automatizados, como o Fiat Grand Siena Dualogic e o Volkswagen Voyage I-Motion.

Chevrolet Cobalt 1.4 Econo.Flex

Potência: 97/102 cv (g/e) a 6.200 rpm
Torque: 12,8/13 mkgf (g/e) a 3.200 rpm
Comprimento: 4,479 m
Largura: 1,735 m
Altura: 1,514 m
Entre-eixos: 2,620 m
Porta-malas: 563 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.072 kg
Consumo com etanol (Quatro Rodas ed: 634): 7,2 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada

Chevrolet Cobalt 1.8 Econo.Flex

Potência: 106/108 cv (g/e) a 5.400 rpm
Torque: 16,4/17,1 mkgf (g/e) a 3.200 rpm
Comprimento: 4,479 m
Largura: 1,735 m
Altura: 1,514 m
Entre-eixos: 2,620 m
Porta-malas: 563 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.122 kg (MT) / 1.149 kg (AT)
Consumo com etanol (Quatro Rodas ed: 634): 7 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada

A versão 1.8 do Cobalt tem alguns detalhes que a diferenciam do sedã equipado com o motor 1.4. Na LT, o modelo 1.8 tem calotas de desenho exclusivo. Além disso, na traseira, a versão 1.8 carrega um aerofólio de gosto duvidoso.

Já a versão LTZ tem rodas de liga leve com design especial e acabamento diamantado, o mesmo aerofólio traseiro e também faróis dianteiros máscaras negras. As lanternas traseiras também são diferenciadas e tem as lentes transparentes, deixamos os refletores cromados à mostra.

A versão 1.8 do Cobalt traz itens exclusivos também no interior se comparado ao 1.4. O volante tem acabamento em couro na versão LT automática e em todas a LTZ. E todas as versões equipadas com a transmissão automática contam com piloto automático com botões de acionamento no volante. Além do novo console central – desenhado para receber a alavanca de câmbio automático -, o Cobalt 1.8 tem luz interna individual no teto e acabamentos cromados no cluster de instrumentos.

Preços e equipamentos

O Cobalt LT 1.8 tem preço sugerido de R$ 43.690 e vem equipado de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica, desembaçador traseiro, travas elétricas, airbag duplo frontal, grade dianteira cromada, coluna de direção com regulagem de altura, freios ABS com EBD, vidros elétricos nas portas dianteiras, alarme anti-furto, computador de bordo e luz de leitura para os passageiros do banco de trás. Por R$ 3.000, o consumidor pode levar o único opcional: câmbio automático de seis marchas (com cruise control e volante revestido em couro). A pintura metálica custa R$ 960.

A versão LTZ 1.8, topo de linha, que custa sugeridos R$ 46.990, traz os itens da LT além de rodas de liga leve, farol de neblina dianteiro, maçanetas internas e comandos do ar-condicionado cromados, volante com revestimento em couro e controles de rádio e celular, barra cromada na traseira, rádio AM/FM com leitor para CD/MP3, Bluetooth e entrada USB, espelhos retrovisores com regulagem elétrica, acionamento elétrico para todos os vidros e sensor de estacionamento. Por R$ 3.000, o consumidor pode levar o único opcional: câmbio automático de seis marchas (com cruise control). A pintura metálica custa R$ 960. Com tudo, o Cobalt 1.8 LTZ automático sai por R$ 50.950.

Em relação aos preços, os valores estão bem competitivos, mas não podemos nos esquecer que o IPI está reduzido, e que as montadoras também estão dando um pequeno desconto. Logo, com o valor cheio de volta, a partir de 1º de novembro (mas pode ficar para 1º de janeiro de 2013), os R$ 43.690 sobem para aproximados R$ 46.748; enquanto os R$ 46.990 vão para R$ 50.279. E estes preços são dos veículos com câmbio manual. Completos, com câmbio automático e pintura metálica, o Cobalt LT 1.8 iria para R$ 50.985, enquanto o LTZ 1.8 sairia por R$ 54.516.

Comparando

Hoje, com o IPI reduzido, o Fiat Grand Siena 1.6 16V Dualogic tem preço sugerido de R$ 42.770. Completo, sem nenhum opcional, incluindo a pintura metálica, o valor sobe para R$ 51.563. Se somarmos mais 7%, teremos praticamente o preço do Cobalt LTZ 1.8 automático: R$ 55.172. Embora tenha apenas um ano de garantia, o Grand Siena completo tem teto solar e airbags laterais, itens não disponíveis no Cobalt.

Dentro de casa, no quintal da Chevrolet, o alto preço do Cobalt o leva a concorrer também com o Sonic Sedan. Equipado com motor 1.6 16V Ecotec flex (116/120 cv), mais moderno e eficiente do que o 1.8 8V Econo.Flex, o modelo chega ao país com rodas de alumínio 15″; sistema de som AM/FM stereo, CD Player, MP3, entrada auxiliar, relógio digital e 4 alto-falantes; ar-condicionado, direção hidráulica (com ajuste de altura e profundidade); trio elétrico; chave canivete; alarme anti-furto com acionamento a distancia, computador de bordo; “Follow me home”, airbag frontal duplo e ABS. O preço sugerido da versão LT é de R$ 49.100. Esta versão tem como opcional apenas a pintura metálica, que sai por R$ 965, elevando o valor final do carro para R$ 50.065.

Por R$ 51.500, o Sonic Sedan LTZ tem os itens da versão LT, além de sensor de estacionamento, faróis de neblina; apliques cromados nas maçanetas internas, controles do rádio e ar-condicionado no painel central e manopla de câmbio; rodas de aro 16″; descansa braços central; volante com comandos do sistema de som e bluetooth; sistema de som AM/FM stereo, CD Player, MP3, entrada auxiliar, 6 alto-falantes, controle no volante, sistema Bluetooth, com relógio digital, indicador de temperatura e USB no porta-luvas. Pagando mais R$ 4.600, você leva o câmbio automático de seis marchas, cruise controle e bancos revestidos em couro. Pagando os R$ 965 da pintura metálica, o preço sobe para R$ 57.100.

Mas vale comprar?

O Cobalt 1.8 é um carro caro, mas é uma compra muito melhor do que o Cobalt 1.4: some as qualidades já conhecida do Cobalt (bom espaço interno, porta-malas amplo, acabamento interessante e três anos de garantia) com os ganhos notáveis de desempenho, além de médias de consumo praticamente iguais. Sem nos esquecermos do câmbio automático de seis marchas, que faz muita diferença para o conforto. Eu fico pensando se o Cobalt tivesse visual mais atraente e fosse mais barato… seria o sedã mais vendido do Brasil.

Fotos: Chevrolet/Divulgação