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Chevrolet

Chevrolet Cobalt chega a partir de R$ 39.980

Chevrolet Cobalt chega a partir de R$ 39.980
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Depois de “matar” o Astra (hatch e sedã) e o Vectra (GT e sedã) e de estar preparando a cova do Corsa e dos familiares Meriva e Zafira, a Chevrolet continua a renovação completa de sua linha no Brasil. Recentemente foi o Cruze, que disputa o segmento de sedãs médios. Agora é a vez do Cobalt chegar às concessionárias para brigar numa categoria inferior, a de sedãs compactos “mais requintados”.

Mesmo com a dianteira praticamente igual, e com o mesmo motor debaixo do capô, a Chevrolet afirma que o Cobalt não é um Agile Sedan. Analisando as fotos e os detalhes, tenho a impressão oposta. Ele parece mesmo uma versão sedã do Agile, só que mais evoluída em diversos aspectos, especialmente em acabamento e espaço.

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O visual do Cobalt, de maneira geral, deixa a desejar, especialmente em ângulos mais desfavoráveis. Sem dúvida o conjunto poderia ser bem mais bonito e moderno. Ao vivo o modelo chama a atenção pelo tamanho – ele é maior que o Cruze. Porém, suas linhas parecem cansadas, ou melhor, “pesadas”. Essa foi a mesma sensação que tive com o Agile, só que com o compacto ela foi ainda maior.

Com 3 anos de garantia (exatamente como os principais concorrentes) e equipado unicamente com propulsor 1.4 Econo.Flex, a Chevrolet espera que o seu novo sedã vire a referência do mercado em termos de conforto/acabamento, espaço interno e dirigibilidade. É um desejo ousado e pouco inédito, uma vez que Renault Logan, Jac J3 Turin e Nissan Versa buscam a mesma coisa.
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Volante veio do Cruze, mas perdeu os botões do comando do rádio

A GM também aposta na lista de equipamentos como diferencial do Cobalt. Por R$ 39.980, a versão LS sai de fábrica equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de aço aro 15″ e pneus 195/65 R15 (mesma medida das demais versões), mostrador digital, desembaçador traseiro, chave do tipo canivete com abertura a distância, trava elétrica das portas e porta-malas, encosto traseiro rebatível 60/40 e banco do motorista também com regulagem de altura.

Já a versão LT custa R$ 43.780 e oferece todos os itens da LS e ainda vem equipada com airbag duplo frontal, grade dianteira cromada, coluna de direção com regulagem de altura, freios ABS com EBD, vidros elétricos nas portas dianteiras, alarme anti furto, além de pequenas diferenças como interior em dois tons e revestimento dos bancos.
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Cobalt é maior que o Cruze

A LTZ, topo de linha, tem preço sugerido de R$ 45.980 trazendo, além dos itens encontrados na LS e LT, rodas de liga leve, faróis de neblina dianteiros, maçanetas internas e comandos do ar-condicionado cromados, barra cromada na traseira, rádio AM/FM com leitor para CD/MP3, Bluetooth e entrada USB, computador de bordo, espelhos retrovisores com regulagem elétrica e acionamento elétrico para todos os vidros.

Mecanicamente, o Cobalt recebeu algumas melhorias em relação ao Agile. A principal está no câmbio, que ficou com engates mais precisos e macios.O motor 1.4 Econo.Flex, velho conhecido do público, também evoluiu, mas, na prática, ficou com os mesmos 97 cv de potência e 12,8 mkgf de torque com gasolina e 102 cv e 13 mkgf com etanol.
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Com 563 litros, porta-malas é candidato ao maior do Brasil

De acordo com a Chevrolet, o Cobalt precisa de 11,9s com gasolina e 11,5s com etanol para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é a mesma com qualquer combustível: 170 km/h. A marca parece animada com a aceleração do seu novo sedã, principalmente se pensarmos que ele pesa 1.072 kg.

Na prática, o Cobalt tem desempenho satisfatório na cidade. Na estrada, vale ficar muito atento na hora de ultrapassar, especialmente quando o ar-condicionado estiver ligado e o enorme porta-malas, de 563 litros de capacidade, estiver carregado. Fica agora a expectativa para a média de consumo.

Chevrolet Cobalt 1.4 Econo.Flex

Potência: 97/102 cv (g/e) a 6.200 rpm
Torque: 12,8/13 mkgf (g/e) a 3.200 rpm
Comprimento: 4,479 m
Largura: 1,735 m
Altura: 1,514 m
Entre-eixos: 2,620 m
Porta-malas: 563 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.072 kg

1.8 Econo.Flex automático em 2012

Outra grande novidade anunciada pela Chevrolet foi a volta “triunfal” do motor 1.8 8V Flexpower, que atualmente equipa apenas o Meriva. O propulsor receberá melhorias para aumentar o desempenho e para diminuir o consumo e a emissão de poluentes, ganhando novo sobrenome: Econo.Flex. Aliado à motorização, o Cobalt terá o mesmo câmbio do Cruze, automático de seis marchas com opção de trocas sequenciais.

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A previsão é que o Cobalt 1.8 seja lançado no 2º trimestre de 2012. A marca deve der optado pelo retorno do motor Flexpower para diferenciar o Cobalt do Cruze, que usa o Ecotec 1.8 16V.

Mercadologicamente pensando, a Chevrolet  não fez a melhor escolha. O ideal é que um carro seja lançado “de cima para baixo”, ou seja, da sua versão mais cara e potente, chamando bastante a atenção, para a sua versão mais simples e fraca, ampliando a abrangência do público – com o Captiva foi assim.

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Apoio de cabeça e cinto de 3 pontos para todos?

Pelo menos conseguimos especular alguns aspectos da linha da GM no Brasil. Se o Cobalt LTZ 1.4 custa R$ 45.980, o modelo 1.8 deverá custar entre este valor e R$ 50.000. Na lacuna entre R$ 50.000 e R$ 60.000, teremos o Sonic sedã, que disputará terreno com o New Fiesta Sedan e com o Honda City. Já o Sonic hatch brigará com o New Fiesta hatch. Segundo o Autossegredos, o Sonic será lançado no ano que vem com motor 1.6 16V Ecotec. Imagino que ele tenha desempenho superior ao do 1.8 8V Econo.Flex e inferior ao do 1.8 16V Ecotec.

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A Chevrolet prepara ainda para 2012 a nova picape S10 (Colorado), o belo Cruze hatch, as minivans do projeto PM7 (novas Meriva e Zafira), o Projeto Ônix (Celta e Prisma) e a nova Blazer. É a Chevrolet fazendo o novo, de novo, depois de MUITO tempo.

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Fotos: Chevrolet/Divulgação