Depois das Impressões dele com o seu antigo carro, agora é a vez do Mario Cesar publicar aqui no De 0 a 100 as Impressões do novo veículo (incluindo as fotos), um Chevrolet Vectra GT. Sair de um compacto premium (Punto) para um hatch médio é um salto em vários aspectos. Será que o modelo da GM está agradando ao novo (e feliz) proprietário?
Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar e o Mário Cesar (de novo!), basta enviar um e-mail para [email protected]. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
Chevrolet Vectra GT
“Eu peguei o Vectra na sexta-feira, dia 16 de julho, e até agora não tive nem um problema com o carro. Seu motor mostra um vigor muito forte em arrancadas e retomadas.
Mesmo tendo um motor de concepção antiga e sendo 8v, o “FLEXPOWER SOHC dianteiro transversal, Gasolina e Álcool” é econômico para um carro 2.0 e tem mais força do que alguns motores 16v mais modernos, como o do Renault Mégane 2.0 16v, que só rende 138 cv e nem é flexível. Sem falar do motor 2.0 da Volkswagen, que equipa o Golf, que possui apenas 120 cv de potência, tendo as mesmas 8v do Vectra.
O uso do meu carro é estritamente urbano, por isso a opção pelo 8v.

O espaço interno do Vectra é um show aparte, com bancos muito confortáveis, grande variedade de porta objetos, porta luvas amplo e com saída do ar-condicionado, além do apoio para o braço no banco traseiro.
Na parte de segurança, o Vectra GT fica devendo o sistema ABS e freios a disco na traseira. Porém, ele contra com regulagem elétrica do faróis, farol de neblina dianteiro e traseiro, retrovisores com pisca integrado e espelho eletrocrômico.

O conforto do carro é notório principalmente para uma pessoa que passa de um hatch compacto para um hatch médio. O carro conta com rodas de 16” calçadas por pneu 205/55 R16 e suspensões dianteira Independente tipo “McPherson”, com braço de controle ligado ao sub-chassi, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora, e a traseira semi-independente, viga de torção com braços de controle fundidos, molas progressivas tipo barril com secção variável e amortecedores pressurizados.
É incrível passar em lombadas e o carro nem chacoalhar ou mesmo passar em buracos que eu estava acostumado a passar com o Punto. O carro possui ainda coluna de direção regulável em profundidade e altura e maçanetas cromadas, “muito diferente das do Focus”.
No quesito tecnologia, o radio do Vectra GT conta com Bluetooth, entrada auxiliar e MP3. O carro ainda possui ar-condicionado digital.

E, finalmente, um último elogio para o Vectra GT: ele não conta com a fechadura de abertura do porta malas, que só pode ser aberto por um sensor localizado na tampa, abaixo de uma barra cromada (foto logo abaixo).”




Opinião do blogueiro
Sei que o Vectra GT é um Astra (mecanicamente) e que ele, sem descontos, é caro, e que custa bem mais que o veterano e ex-líder da categoria. Também sei que o seu motor 2.0 tem concepção antiga e é bastante questionado em termos de desempenho e, principalmente, consumo. Sei ainda de toda a história (e polêmica) envolvendo a escolha do seu visual, do nome e de mais algumas coisas. Mas confesso: sou fã do Vectra GT. Não é o primeiro (nem o segundo), mas ele faz parte da minha lista de possíveis próximos carros.
Gosto especialmente do visual do modelo. O Mario Cesar disse que a maior parte do tempo ele roda na cidade, por isso a escolha por um carro com motor 8V. Mas, quando o Vectra GT vai para a estrada, com gasolina (133 cv) ou etanol (140 cv) no tanque, o motorista pode ficar tranquilo que o carro responde muito bem. Ele não tem um desempenho espetacular, mas não vai fazer os ocupantes passarem aperto.
Mas me incomoda o fato da Chevrolet obrigar o comprador a ter rodas de aro 16″ de série e não freios ABS, por exemplo. O que dizer então das rodas 17″, que são muito bonitas (opcionais no GT e de fábrica no GT-X), mas que não são feitas para as nossas ruas inspiradas na superfície lunar. Pelo menos, a partir da linha 2011, o Vectra GT passa a ter airbag duplo de série. O ideal seria aumentar os itens de segurança no “pacote obrigatório” e tornar opcional outros equipamentos, como as rodas aro 16″, permitindo ao interessado escolher qual roda mais o agrada na concessionária (ou em lojas do ramo).
Finalizando, o Vectra GT tem porta-malas com boa capacidade para a categoria (embora menor que o do Astra) e espaço interno suficiente para levar quatro adultos com conforto. Desde quando virou “Remix”, o modelo ganhou mais porta-trecos, acabamento de melhor qualidade, bancos mais confortáveis e um visual muito melhor, que realmente me agrada (como eu disse no início).
Com a tendência cada vez mais forte do Cruze hatch ser lançado no Brasil, o Vectra GT deve mesmo ser “rebaixado” a Astra em termos de preços. Já o Astra, que está entre nós desde 1998 com a mesma plataforma, deve dar adeus ao mercado nacional num futuro não muito distante.
