Hoje temos o primeiro veículo japonês aqui nas Impressões do De 0 a 100! E nada melhor que um dos defensores mais fiéis dos carros vindos do Japão para fazer esta estreia. O carro avaliado é um Honda City LX, do internauta Renato Dantas, que sempre gosta de dizer: “Honda e Toyota são verdadeiros automóveis”. Será que o City dele foi aprovado e pode mesmo ser considerado um “verdadeiro automóvel”?
Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr. e o Renato Dantas, basta enviar um e-mail para [email protected]. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
“O Honda City nas fotos é um LX automático. Em sua configuração básica vem de fábrica com ar-condicionado, direção com assistência elétrica progressiva, trio elétrico, rádio/CD (com acesso escondido atrás do painel), MP3 e conexões USB e auxiliar, rodas de aro 15” de liga leve, computador de bordo, airbag duplo, apoio de cabeça e cinto de três pontos para todos os ocupantes; e o sensor de ré, que foi colocado na Honda.
Confesso que fui ver um Cerato e não gostei de ver a cara do Civic no coreano. Como já disse, paguei mais pelo City por uma vantagem que o Cerato, no momento, na minha opinião, ainda não tem: CONFIANÇA, e peças à disposição.
Não vou dizer que o City não tenha, no momento, um lado negativo. Comprei o carro sabendo de seus poucos acessórios, o que acho é um vacilo da Honda. Vejam alguns exemplos. O maravilho som, que mesmo em alta velocidade o volume se ajusta ao barulho externo, mantendo o volume audível (aumenta gradativamente), não vem com o Twiter.
Ele também não vem com o forro da tampa do porta-malas (comprei por R$ 85), nem com o sensor de ré (coloquei), muito menos com repetidores de seta e também sem o ABS (comprei sabendo disso). Falta também acionamento via chave para o fechamento automático dos vidros (mandei colocar R$ 120), que fazem as janelas subirem com um toque.
As vantagens são: é um Honda; o motor flex 1.5, com SOHC i-VTEC de 16 válvulas, gera 115/116 cv com 14,8 kgfm de torque que, sob comando da transmissão de cinco marchas (manual ou automática), movimentam bem o City. Ele não é arisco, mas para meus padrões de uso e velocidades, dá conta do recado.
Fiz o teste indo ao Rio de Janeiro (ver a minha sogra… argh). Durante o trajeto, fiz 120 km/h com rotação 2.500 rpm; a 140 km/h chegou aos 2.800 rpm. O câmbio demora uns 3 segundos para responder ao kickdown – para os padrões está muito bom.
No trânsito, o City, com sua suspensão tipo McPherson na frente e barra de torção atrás (mais rígido), transmite para o habitáculo as ondulações do asfalto, comparando como o Polo Sedan, que é considerado macio.
Os bancos dianteiros (com ajuste de altura só para motorista) são duros. Apesar dos ajustes, você demora um pouco a achar o ponto ideal. No banco traseiro, os ocupantes contam com benesses como encosto reclinável, apoio de cabeça e cintos de três pontos, bem como com apoio de braço, caso se abra mão da presença de um quinto ocupante.
Quando atingir 10.000 km, mandarei as Impressões do City com tudo que tem direito.”
Opinião do blogueiro
O City é um carro muito bom e merece ser chamado, na maneira de pensar do Renato Dantas, de um “verdadeiro automóvel”. Suas qualidades superam seus pontos negativos. Acredito que apenas dois aspectos principais possam ser realmente melhorados: a versão de entrada (LX) poderia sair de fábrica com freios ABS e todas as versões do City deveriam ser mais baratas.
Fora isso, o City é um carro com todas as características de um Honda: pouca manutenção, peças com um valor mais em conta (não são baratas, nem muito caras), e excelente qualidade mecânica, sem contar com a pouca desvalorização na revenda. O rodar do sedã derivado do Fit é firme e o acabamento é bem feito. O câmbio automático de cinco marchas também responde bem. Além isso, ele tem bom espaço interno e excelente espaço no porta-malas.
Como disse o Renato, o motor 1.5 16V flex dá conta do recado, mas não chega a empolgar. Gostaria de saber do Dantas, quando seu veículo completar 10.000 km (ou já agora), qual é a média de consumo do City com etanol e gasolina, na cidade e na estrada.





