Vamos continuar com os franceses aqui no Impressões do De 0 a 100! Depois de um hatch médio, agora temos um sedã compacto premium, o Renault Symbol, considerado um dos veículos de melhor custo/benefício na sua categoria no Brasil. Quem enviou o material é o Piauí Jr., que já teve uma experiência ruim com um sedã compacto, o Voyage, e que agora está de lua de mel com o seu novo automóvel, o Symbol.
Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro e o Piauí Jr., basta enviar um e-mail para [email protected]. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
Impressões do Renault Symbol 1.6 8V
“O Renault Symbol correspondeu às minhas expectativas, pois é a melhor escolha do seguimento – tem o melhor custo/benefício. Um ponto que achei deficitário foi a ergonomia. O botão de abrir os vidros traseiros que fica no centro do carro, o que torna um pouco difícil o seu manuseio. Fora isso, o carro é tudo de bom. Seu consumo é aceitável para um veículo do seu seguimento. Com apenas 350 km rodados, de acordo com o computador de bordo, sua média de consumo urbano é de 9,8 km/l, sempre como o ar-condicionado ligado.

Seu desenho é muito harmonioso, principalmente a traseira. Ele tem um ótimo porta-malas, com capacidade de 506 litros, e um tanque de combustível com capacidade de 50 litros. A visibilidade para o motorista também é boa. Seu câmbio tem as 2º e 3º machas bastante longas, o que torna seu desempenho ótimo na cidade, sem fazer o motor roncar muito e evitando trocas frenéticas. É realmente muito agradável dirigi-lo, ainda mais por causa suspensão, muito confortável. Os materiais aplicados internamente absorvem bem os ruídos e trepidações – é um “um verdadeiro silêncio ao rodar”.

O veículo ainda conta com um serviço de Assistência Assistida por dois anos, o que é praticamente um seguro – diga-se de passagem. Aliado aos 3 anos de garantia total, a Renault fecha com chave de ouro qualquer desconfiança sobre a marca. Entre as nacionais, quais fazem isso? Sem falar no ótimo atendimento que você tem na concessionária da marca.

Um outro ponto que considero desfavorável seria o alto preconceito que se passa nos carros franceses, “compra só quem conhece a marca”. Por causa disso, as pessoas ficam com uma sensação de os veículos ruins. O maior reflexo disso está na revenda. Ou seja, eles são péssimos para revender e ótimos para usar.




Comparativo (fonte: Revista Quatro Rodas)
A Renault mandou bem com o Symbol e ganhou o comparativo. Na pista, fez bonito frente ao 207, mas levou calor do 1.6 8V do Voyage. Exemplos: no 0 a 100 km/h, 11,2 s para o Symbol e 11,5 s para o Voyage, com o troco dado (em desproporção) na frenagem de 120 km/h a 0, com 62,6 m do francês e 56,9 m do alemão. Nessa prova, aliás, o Peugeot ficou para trás, ou melhor, para a frente, bem para a frente: registrou “eternos” 72,9 m. O Symbol e o Voyage cedidos para teste tinham ABS (opcional em ambos, por 1 500 e 3 010 reais, respectivamente), mas o 207 não, pois a Peugeot só disponibiliza o equipamento para o Passion com câmbio automático.
Para equiparar o Voyage ao Symbol é necessário desembolsar 8 675 reais em equipamentos! Retrovisores elétricos, som com comandos no volante, computador de bordo, ar-condicionado, alarme, rodas de liga leve, airbag duplo: tudo isso, pago à parte no Voyage Comfortline, vem de série no Symbol Privilège. Assim, o “Gol sedã” passa de 37610 para 46 285 reais, contra 44 490 reais do Renault, que, de quebra, oferece garantia total de três anos – os concorrentes têm apenas um ano.
Montado sobre a plataforma do antigo Clio Sedan, o Symbol mostra elementos comuns a outros Renault, como volante, piscas laterais e maçanetas externas de Sandero e forração de portas e rádio de Clio. É na capacidade de porta-malas – item decisivo no segmento – que o Symbol se consagra campeão. São 506 litros, contra 480 do Voyage e 420 do 207. Em espaço interno, todos se equivalem, com vantagem para pessoas mais altas no Volkswagen. Mais sóbria, a cabine do Symbol proporciona uma impressão acentuada de requinte, enquanto as dos concorrentes trazem elementos que pendem para a esportividade.
Na guerra dos sedãs pequenos de luxo, o Symbol provou que não veio para brincar. Quer se livrar da imagem de mero substituto do Clio Sedan – que nunca foi um best-seller – e ainda ofuscar um dos nomes mais respeitados da história no segmento, o Voyage. Armas para essa missão ele já provou ter. Agora, é esperar o que o tempo e o consumidor irão dizer.
DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
Macio e ágil, tem comportamento muito similar ao do Peugeot. Nas frenagens, perdeu do Voyage mas foi bem superior ao seu conterrâneo.
MOTOR E CÂMBIO
Melhor que o 207, pior que o Voyage. Por isso, a nota neste quesito também ficou na média.
CARROCERIA
Para um modelo que se apoia no requinte, ter maçanetas, volante, rádio e alavancas de seta e limpadores herdados de outro modelo pode pegar mal.
VIDA A BORDO
Tem basicamente os mesmos comprimento e entre-eixos da concorrência, mas oferece cabine com espaço equivalente e porta-malas maior.
SEGURANÇA
Para ficar ainda melhor, só faltou o ABS também ser de série. De qualquer maneira, vale o investimento extra de 1.500 reais.
SEU BOLSO
A rede de concessionárias gigantesca da Volkswagen não é páreo para a garantia de três anos do Symbol.
VEREDICTO
Contra fatos não há argumentos: dos três, o Symbol é o que reúne de maneira mais racional equipamentos, desempenho, design, garantia e preço. Optar por Voyage ou 207 também não é má ideia, afinal nenhum dos dois ficou muito distante do vencedor do comparativo. Mas é preciso estar ciente de que você pagará o mesmo (ou mais) para levar menos.”
Opinião do blogueiro
Realmente o Symbol tem um dos melhores custo/benefício da categoria. Em relação ao Clio Sedan, o modelo é uma evolução em quase todos os aspectos, especialmente no visual, que me agrada, ao contrário do “Clio + bunda = Sedan”. O bom volume do porta-malas também merece destaque, assim como a lista de equipamentos de série.
Em relação às motorizações, se a família for grande, escolha a opção 1.6 16V por causa do desempenho, especialmente na estrada. O motor também é mais silencioso. Já a versão 1.6 8V é melhor na cidade e para famílias menores. O único problema que vejo no propulsor 8V é o seu funcionamento ruidoso, que é pior no Sandero por causa das vedações acústicas inferiores ao Symbol.
Ainda sobre o sedã da Renault, existem dois pontos que não aprovo: o primeiro é a ergonomia (concordo com o Piauí Jr.). Faltam alguns ajustes, como o de profundidade do volante, e botões em melhores posições, como os de abertura do vidro traseiro. O segundo é o espaço interno, especialmente no banco traseiro. Poderia ser melhor.
Atualização (10/02/10):
Atendendo ao pedido do Piauí:
“Gostaria de me retratar sobre um comentário que fiz há alguns meses. Fui proprietário de um Voyage “preto” completo, com motor 1.0. Mas, a partir do quinto mês, ele só deu problemas.
Eu esperava mais de uma grande marca como a Volkswagen. Mas, infelizmente não correspondeu às minhas expectativas. A partida a frio nunca funcionou. O motor fazia um barulho muito esquisito quando colocado para funcionar, que se prolongava até quando ele estivesse devidamente aquecido e já em movimento. Os freios não expressavam muita segurança, sem falar que, quando recebi o veiculo, logo nos primeiros quilometros, percebi que o carro estava desalinhado e desbalanceado. Foi a primeira decepção de muitas que viriam.
Depois do Voyage aprendi que: QUANTIDADE COMERCIALIZADA NÃO É QUALIDADE E SIM É IGUAL A BODE. QUANTO MAIS BODE, MAIS CABRÍDO APARECE.
Vendi o Voyage com menos de 5.000 km rodados. Ele só vivia em visitas constantes a assistência técnica da VW, como vocês conferem nos documentos de entrada da concessionária. Foi a maior decepção da minha vida…”




