Foi só a Volkswagen ampliar a garantia do Gol, Voyage, Fox, CrossFox, SpaceFox e Space Cross para três anos para a Fiat, finalmente, aumentar a garantia de seus carros. A ação é bem-vinda, mas ainda deixa a desejar em relação à concorrência.
Isso porque todos os automóveis Fiat passaram a contar, desde 1º de janeiro de 2014, com garantia de 36 meses para componentes do motor e do câmbio, abrangendo defeitos de montagem ou de fabricação, incluindo a garantia legal de 90 dias – ou seja, três anos de garantia para motor e câmbio, e não para todo o veículo, como a maioria dos carros dos principais fabricantes do Brasil.
E tem mais um detalhe: a extensão da garantia para motor e câmbio não se aplica aos comerciais leves da marca (Strada, Fiorino, Uno Furgão, Doblò Cargo e Ducato) e a táxis.
Pelo menos, Idea e Punto produzidos a partir de 1º de janeiro de 2014 passaram a contar com garantia integral de dois anos, juntando-se ao 500 e ao Bravo – além dos 36 meses especificamente para motor e câmbio. Até hoje, apenas Freemont e Linea, oferecem aos consumidores garantia total de três anos, conforme manual de uso e manutenção.
De acordo com a Fiat, os veículos utilizados como táxi, independente do modelo, terão garantia contratual de 12 meses, e aqueles com adaptação Autonomy contam com o mesmo prazo de garantia aplicado no modelo-base do qual o veículo especial deriva. Para os veículos produzidos até 31 de dezembro de 2013, a aplicação dos tipos de garantia, bem como as regras, procedimentos e normas se mantêm inalterados. Todas as regras de garantia devem ser consultadas no manual de uso e manutenção dos veículos.
Quem sabe, em 2014, todos os carros da Fiat no Brasil não passem a ter três anos de garantia integral. Embora a empresa seja líder em vendas no país por 12 anos, em termos de garantia, ela fica para trás.

