O Renault Duster chega para abalar o mercado nacional – pelo menos o segmento. Por questões de preço e proposta, ele é o primeiro concorrente direto do EcoSport. Mas, pelo visto, os franceses miraram no Hyundai Tucson para criar o adversário do Ford. Logo, ele une características dos dois veículos para se tornar um modelo bem atraente para os brasileiros.
O Duster aproveita o espaço dos irmão mais velhos Logan e Sandero para garantir conforto aos ocupantes. Externamente, o modelo chama a atenção pelo tamanho e “aspecto”. Ele é maior e mais robusto que o EcoSport, ficando bem próximo do Hyundai Tucson. Fiquei até com a impressão do modelo da Ford ter ficado com aparência mais fragilizada e “feminina” perto do novo Renault.
Confiram alguns números:
Renault Duster
Comprimento: 4,31 m
Largura: 1,82 m (sem espelhos)
Altura: 1,69 m
Entreeixos: 2,67 m
Vão livre do solo: 21 cm
Hyundai Tucson
Comprimento: 4,32 m
Largura: 1,83 m (sem espelhos)
Altura: 1,73 m
Entreeixos: 2,63 m
Vão livre do solo:19,5 cm
Ford EcoSport
Comprimento: 4,24 m
Largura: 1,97 m (com espelhos)
Altura: 1,68 m
Entreeixos: 2,49 m
Vão livre do solo: 20 cm
Gostei do visual do Duster, especialmente ao vivo. As linhas são simples, com traços mais retos, não negando a origem simplória do leste europeu. Provavelmente vai agradar o público brasileiro, mas temo pelo design do modelo ficar velho muito rápido, especialmente depois da chegada da nova geração do Ecosport. Vamos ver o que acontece.
O novo Renault é ofertado com duas opções de motorização: 1.6 16V Hi-Flex e 2.0 16V flex, ambos velhos conhecidos do consumidor brasileiro. Rodando, o Duster 1.6 tem comportamento interessante, sem “gracinhas”. Com 110 cv de potência e 15,1 mkgf de torque com gasolina e 115 cv e 15,5 mkgf com etanol, o motor 1.6 é suficiente para o modelo, sem garantir alto desempenho. Mas o Duster 2.0, vindo do Mégane, é mais gostoso de dirigir. O propulsor maior, que tem 138 cv e 19,7 mkgf com o combustível fóssil 142 cv e 20,9 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar, faz a diferença.
Em relação à tração, como esperado, o Duster pode ser encontrado em versões 4×2 (1.6 e 2.0) e 4×4 (2.0). São três opções de câmbio: manual de cinco marchas (1.6), manual de seis marchas (2.0) e automático de quatro marchas (2.0). Um aspecto interessante do noro Renault é o espaço do porta-malas. As versões com tração dianteira do Renault levam 475 litros, enquanto o 2.0 4×4 pode transportar até 400 l.
Por dentro, o Duster tem acabamento simples. Provavelmente este será um dos pontos a serem evoluídos pela Renault nos próximos anos. Pelo menos o espaço é bom. O ponto que mais me desagradou foi a posição de dirigir. Mesmo com ajuste de altura do banco e da coluna de direção, não consegui encontrar uma posição agradável – mesmo depois de 40 minutos! O volante é muito perto do painel, problema que seria resolvido com um ajuste de profundidade. Mas entendo que sou muito alto, por isso não levem tanto em consideração esta minha reclamação.
Conheça as versões e os itens de série:
Duster 1.6 16V: É o modelo de entrada da gama, tem tração 4×2 e traz sob o capô o motor 1.6 16V Hi-Flex, com câmbio mecânico de cinco marchas. Esta versão já vem equipada com roda 16”, ar-condicionado, direção-hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e regulagem de altura do volante. No exterior, retrovisores e para-choques são pretos. R$ 50.900
Duster Expression 1.6 16V: A versão intermediária tem os itens da de entrada além de airbag duplo, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos traseiros e alarme. No exterior, diferencia-se pelas rodas de aço estilizada de 16”, barras no teto e a parte superior dos pára-choques na cor da carroceria. R$ 53.200
Duster Dynamique 1.6 16V e Dynamique 2.0 16V: Itens da Expression além de rodas de liga leve (aro 16″), retrovisores exteriores cromados, para-choque traseiro na cor da carroceria, molduras de saídas de ar cromadas, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, encosto do banco traseiro bi-partido (rebatível – 1/3 e 2/3) retrovisores externos com regulagem elétrica, computador de bordo, ABS, faróis de neblina, roda de alumínio de 16 polegadas, rádio/CD/MP3/USB/iPod/Aux/Bluetooth com comandos na coluna de direção. R$ 56.900 (1.6) e R$ 60.600 (2.0)
Duster Dynamique com câmbio automático: Apresenta todos os itens da versão Dynamique, mas câmbio automático com opção de troca seqüencial. A tração é 4×2 e o motor, 2.0 16V. R$ 64.600
Duster Dynamique 4×4: Tem tração integral e motor 2.0 16V. Além do sistema de tração, diferencia-se por ter roda de liga leve na cor preta, máscaras negras nos faróis de neblina, pára-choques com duas tonalidades e monograma com a inscrição 4WD (4×4). R$ 64.600
Opcionais:
Bancos revestidos em couro – R$ 1.500
Pintura metálica – R$ 850
Respondendo à pergunta do título, o Renault Duster pode sim fazer sucesso no mercado nacional. Ele realmente tem um conjunto muito interessante e um custo/benefício atraente. Que venham muitos outros concorrentes para este segmento!








