A Peugeot corre contra o tempo para recuperar mercado e prestígio no Brasil. Deve ser realmente complicado ver os seus modelos serem superados em vendas para dinossauros da indústria nacional.
A perua derivada do 206,5 – digo 207 -, a 207 SW, não consegue superar a veterana (idosa) Volkswagen Parati. De janeiro a outubro de 2010, foram vendidas 6.138 unidades do modelo da Volks, contra 4.484 unidades da station da marca do leão. O veículo da Peugeot só conseguiu superar a perua gol em três dos setes meses analisados.
Você pode até estar pensando: “mas a 207 SW também é um quase uma veterana, já que o carro nada mais é que o 206 perua”. Realmente isso é verdade. Mas, o “super lançamento” Hoggar também não vai bem das pernas. O modelo conseguiu a proeza de não ultrapassar a Ford Courier em vendas em nenhum mês de 2010! Tudo bem que a picape da Peugeot foi lançada no só chegou efetivamente ao mercado nacional em maio.
Mas, mesmo assim, quase chega a ser uma vergonha “apanhar” da Courier. De janeiro a outubro de 2010, foram vendidas 5.833 da pequena e carente picape da Ford, contra 3.157 unidades da Hoggar. Só para comprar, nos primeiros 10 meses desse ano, a Fiat emplacou 94.290 Stradas.
O que dizer então do 307 Sedan, que, com apenas 2.368 unidades vendidas em 2010 (janeiro a outubro), não consegue superar Nissan Sentra (4.551 unidades), Chevrolet Astra Sedan (3.868) e até o Renault Mégane (2.911).
Pelo menos a Peugeot está se movimentando e já está tirando do forno três super lançamentos, apresentados oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo. O primeiro a desembarcar por aqui é o 3008, ainda em 2010. Ele será vendido, indicialmente, em duas versões: Allure, que parte de R$ 79.900, e Griffe, que tem valor sugerido de R$ 86.900.
As duas versões são equipadas com motor 1.6 turbo de 156 cv de potência e 24 kgfm de torque, câmbio automático sequencial de seis velocidades, e chegam com freios ABS, seis airbags, controle de estabilidade, ar-condicionado digital dual-zone, conexão bluetooth, compartimento refrigerado no console central e rodas aro 17”. O 3008 Griffe tem ainda bancos com revestimento em couro, teto solar panorâmico, bancos dianteiros aquecidos (bastante úteis para as frias terras brasileiras) e sensor de chuva e crepuscular.
O visual do 3008 é um dos seus principais atrativos, juntamente com sua tecnologia embarcada. Pelo que pude verificar no Salão do Automóvel, o acabamento é bom, bem feito, mas sem refinamentos super luxuosos. Pelos testes e avaliações que já li do carro, ele realmente parece ser muito bom. Seu desempenho, por exemplo, é excelente para um carro de mais de 1.600 kg de peso (e com motor 1.6). Segundo a marca, o 3008 precisa de 9,5 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge 202 km/h de velocidade máxima.
O mais esperado, pela importância do segmento, é o 408, que mata, de uma vez, o 307 Sedan e o 407, e que chega no primeiro trimestre do ano que vem, com a motorização 2.0 flex e, provavelmente, no futuro, com 1.6 16V flex. Seu objetivo é claro: ser um sucesso de vendas, o que o 307 Sedan nunca conseguiu ser.
Visualmente, ele é muito mais bonito e, principalmente, harmônico que o 307 Sedan. Com os erros (e acertos) aprendidos pela Peugeot nos últimos anos no segmento dos sedã médios, o 408 tem um grande potencial de mercado. O fato dele ser bem mais moderno também vai ajudar bastante.
O Peugeot 408 mede 4,69 m de comprimento, 1,815 m de largura e 2,71 m de entre-eixos. Seu porta-malas, segundo a marca, tem capacidade de 562 litros.
Finalizando, no segundo semestre de 2011 teremos nas concessionárias da marca do leão o belo esportivo RCZ, um cupê compacto 2+2 lugares. Seu motor 1.6 turbo de 165 cv de potência, com câmbio automático sequencial de seis velocidades, e seu visual ousado devem mesmo chamar a atenção pelas ruas, entrando na garagem de um seleto e restrito grupo de brasileiros.





