Pular para o conteúdo
bicombustível

Motor 1.8 Flexpower com os dias contados?

Motor 1.8 Flexpower com os dias contados?

Ele já foi um dos mais populares motores do mercado, mas hoje está presente apenas debaixo do capô de um modelo: Chevrolet Meriva. O motor 1.8 Flexpower parece estar caminhando para o fim já que, além de estar sumindo gradativamente do mercado, ele está ficando cada vez mais ultrapassado.

Mas a motorização já teve seus momentos. O maior deles foi equipar, de uma só vez, os Fiat Palio, Palio Weekend, Siena, Strada, Doblò, Idea, Stilo e os Chevrolet Corsa, Corsa Sedan, Montana e a minivan já citada. O 1.8 Flexpower, sem dúvida, já foi o motor mais popular do Brasil em número de modelos (não necessariamente em vendas).

Na regulagem atual, o propulsor desenvolve 112 cv de potência com gasolina a 5.600 rpm e 114 cv com etanol a 5.600 rpm, sendo que o torque máximo é de 17,7 kgfm a 2.800 rpm com qualquer combustível. Ele é vendido apenas “casado” com o câmbio manual automatizado Easytronic. Por mais que ele tenha bons números de torque, sua baixa potência, funcionamento ruidoso e, principalmente, média de consumo elevada estão fazendo a Chevrolet vendê-lo (e ofertá-lo) cada vez menos.

E.TorQ e Econo.Flex

A Fiat já o substituiu pela nova linha E.TorQ 1.6 16V e 1.8 16V, que são mais modernos, potentes e tem funcionamento mais suave. Já a Chevrolet adotou outra estratégia: usar e abusar do motor 1.4 8V Econo.Flex, que, na sua máxima oferta de força, como no Meriva, por exemplo, desenvolve 99 cv de potência e 13,2 kgfm de torque com gasolina e 105 cv e 13,4 kgfm com etanol. São números de potência muito próximos ao do 1.8, mas com torque inferior. Pelo menos o 1.4 compensa no consumo.

Além disso, a GM trabalha com o propulsor 2.0 Flexpower, que gera 133 cv e 18,9 kgfm com gasolina e 140 cv e 19,7 kgfm com etanol. Além de ter mais potência e torque, o que garante um desempenho bem melhor, este motor tem praticamente o mesmo gasto de combustível do 1.8 – claro que isso depende muito do modelo em questão e da maneira como o motorista dirige.

De qualquer forma, mudanças no “coração” dos carros da Chevrolet vão acontecer no Brasil nos próximos anos. O lançamento do Cruze marca a estreia do motor 1.8 16V, que desenvolve 141 cv (na versão apenas a gasolina). O que virá depois, só com uma bola de cristal. Mas não será surpresa se o motor 1.8 8V Flexpower der adeus ao mercado, e que o 2.0 perca terreno gradativamente.

A única salvação da motorização 1.8 Flexpower seria equipar o Agile e, por consequência, a nova Montana. Boatos sobre isso até apareceram quando o hatch foi lançado. Mas, pelo visto, a ideia continua sendo um boato.

(foto: Chevrolet/Divulgação)