E finalmente a Chevrolet lançou o Sail no Brasil… digo o Classic 2011 no Brasil!
Por mais que o sedã compacto da General Motors seja uma cópia do modelo chinês, que já foi substituído por uma versão totalmente nova por lá, aprovo a mudança de design do Classic.
Visualmente ele está melhor e menos ultrapassado (não chegou a ficar moderno). Sua dianteira está mais leve e bonita – até porque, com algumas exceções, quase qualquer frente é melhor do que essa do Corsa antigo. A traseira ficou mais “magra”, fazendo um bom conjunto com a dianteira. Se a lateral e o interior tivessem mudado, poderíamos até achar que se tratava de um carro inédito.
Acompanhando o aumento do IPI, o preço do Classic subiu de R$ 26.623 para R$ 28.294, mas a lista de equipamentos continuou escassa: apenas desembaçador elétrico do vidro traseiro, imobilizador eletrônico, vidros verdes e preparação para som. Uma pena. A Chevrolet perdeu um excelente momento para tornar o seu sedã compacto de entrada mais equipado, sem necessariamente roubar as vendas do Prisma mais barato (Joy 1.0).
Seria demais colocar, como equipamentos de série, ar quente, alarme (o Ka tem), protetor de cárter, alça de segurança do teto, quebra-sol direito com espelho, cabide e apoios de cabeça para todos os ocupantes? Parece até que estou mendigando quando peço isso. Como não existe a chance do Classic ter airbag duplo e ABS (pelo menos até 2014), o jeito é pedir por isso mesmo.
Bons tempos aquele em que o Classic (na época Corsa Sedan) podia ser equipado até com câmbio automático.
O motor é o velho conhecido 1.0 8V VHCE, que desenvolve 77 cv de potência e 9,5 mkgf de torque com gasolina e 78 cv e 9,7 mkgf com etanol. O porta-malas também continua com seus bons 390 litros.
Se, por um lado, o custo/benefício do Classic 2011 piorou, por outro, ele está com visual menos ultrapassado, o que pode fazer bem para as suas vendas. Falando nelas, a Chevrolet espera comercializar 11 mil unidades do modelo por mês, número bastante otimista, especialmente se lembrarmos que a redução do IPI chegou ao fim. Mas vamos ver o que acontece.
Segundo (ou primeiro) lugar à vista
A Chevrolet está tão empolgada com o Classic 2011 que ela quer que o modelo seja o sedã mais vendido da história no Brasil. Mas a tarefa é muito complicada. Atualmente em terceiro, o modelo precisa bater, primeiro, o Chevette Sedan, e, depois, o VW Sedan (Fusca). Vejam os números:
. VW Sedan (Fusca) – 3.150.000 unidades
. Chevette Sedan – 1.065.113 unidades
. Classic (Corsa Sedan) – 1.015.000 unidades (entre dezembro 1995 e março de 2010)
Como não considero o Fusca um sedã, ainda em 2010 o Classic pode ser o sedã mais vendido da história no Brasil.


