Cara de moderno, maior potência e a “velha” qualidade off-road. É com essas armas que a Mitsubishi espera melhorar as vendas do Pajero TR4, que já está chegando às concessionárias da marca como linha 2010. De janeiro a agosto de 2009, o modelo teve média de 762 unidades comercializadas por mês, com destaque positivo para junho (1.000 carros emplacados) e negativo em janeiro (645). A expectativa da marca é repetir, no mínimo, a vendagem de junho por todos os outros meses do ano, ou seja, 1.000 carros por mês, sendo 40% do modelo equipado com câmbio automático e 60% do manual (40% da versão intermediária + 20% da de entrada). Atualmente, o TR4 corresponde a cerca de 26% das vendas da Mitsubishi no Brasil. Segundo a marca, os principais concorrentes do Mitsubishi são o Hyundai Tucson, Suzuki Grand Vitara, Kia Sportage e o Ford EcoSport, que muda em breve (veja abaixo).
A linha 2010 do “jipinho” da família Pajero é vendida nas mesmas três versões. A mais simples é a GLS, com preço sugerido de R$ 65.550, que vem equipada com câmbio manual, tração 4×4, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, freios(ABS e sistema de som com reprodução de arquivos em MP3, Bluetooth e entrada auxiliar USB. Já a MT, que sai por R$ 68.990, tem os mesmos itens da GLS além de airbag duplo e freios ABS. A AT é idêntica à MT, só que custa R$ 71.990 com câmbio automático. Todas as versões 2010 ficaram mais caras e o preço vai subir ainda mais com o retorno do IPI.
Corpinho e coração renovados
Sem dúvida, o que mais chama a atenção no novo TR4 é o seu visual, que abandonou (literalmente) o design quadrado para ficar bem mais moderno – embora a carroceria e estrutura aindam sejam as mesmas. A dianteira ganhou novos faróis, grade e para-choque, ficando parecida com os outros modelos da própria linha Pajero e da picape L200. Na traseira, novas lanternas (com lentes mais escuras) são o destaque.
Por dentro, os instrumentos do painel tem novo grafismo e iluminação azulada, o volante é novo e os comandos do ar-condicionado foram redesenhados. O novo sitema de som (citado acima) também é novo. De resto, o espaço continua o mesmo (meio apertado) e o porta-malas não cresceu: 315 litros.
O motor 2.0 16V foi retrabalhado e ficou mais forte e, segundo a marca, mais econômico. A potência subiu de 131 cv e 18 mkgf de torque para 135 cv e 20 mkgf com gasolina e de 133 cv e 19 mkgf para 140 cv e 22 mkgf com álcool. Uma boa melhora. Além do propulsor, as molas e os amortecedores têm nova calibragem, e os pneus, de perfil baixo (225/65), tem rodas de aro 17″.
Contra-ataque armado
A Ford já prepara a sua resposta à Mitsubishi. Na edição de agosto de 2009, a Quatro Rodas mostrou como ficará o EcoSport reestilizado que, segundo a publicação, deve chegar em outubro (acho que vai ser depois… não duvido até que fiquei para 2010). A pequena mudança visual vai ter ainda mais influência do Land Rover Freelander (que também serviu de inspiração para a primeira reestilização, de 2007), com o nome do carro escrito no capô em letras separadas. Só lembrando que a Land Rover foi comprada pela indiana Tata em 2008. A grade dianteira do EcoSport também será (ligeiramente) renovada, passando a ter três lâminas horizontais. As rodas também terão novo visual, assim como o grafismo do painel de instrumentos, que deve ser a única alteração do interior.
De acordo com a Quatro Rodas, esta reestilização será a última do EcoSport até a chegada da nova geração, prevista para estrear em 2011. Mas seria legal se o EcoSport 2010 já viesse com o motor 1.6 Sigma. Mas, se o jipinho for mesmo lançado em outubro, a estréia da nova motorização dificilmente deve acontecer, já que a marca quer “queimar o cartucho” do Sigma com o novo Focus 1.6, que chega em dezembro, juntamente com o novo Focus 2.0 flex, aposentando de vez o “velho” Focus. Com isso, o EcoSport deve ficar mesmo com o propulsor 1.6 Zetec Rocam na mudança de linha. Caso o Eco 2010 fique mesmo para 2010, a chance dele receber a motorização Sigma aumenta.
